Campo Grande teve quatro fases da covid-19 e pico é esperado para esta terça, diz estudo

Fase mais agressiva da doença aconteceu no mês de julho com o crescimento exponencial de casos e internações.

Campo Grande parece ter entrado definitivamente no pico da pandemia do novo coronavírus. Conforme o estudo matemático produzido pelos professores Erlandson Saraiva e Leandro Sauer, em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o pico da doença é esperado para esta terça-feira (25), quando a cidade poderá registrar 19.100 casos confirmados.

O estudo ainda aponta que, desde o início da pandemia no dia 14 de março, a capital sul-mato-grossense teve quatro fases de crescimento distintas. A fase mais agressiva da doença aconteceu em julho, com o chamado crescimento exponencial de casos e internações.

“Além disso, os modelos ajustados nas três últimas semanas mostraram real achatamento da curva. Duas consequências deste achatamento é que as projeções para o número de pacientes que precisarão de atendimento em leitos clínicos e de UTI não indicam o colapso do sistema de saúde”, explicam os professores.

Entretanto, de acordo com o Modelo Gompertz, o cenário atual ainda é de crescimento. Segundo um dos professores, o modelo cria uma característica de crescimento acelerado no início, que aconteceu no mês de agosto, mas que é seguido por uma redução, iniciando-se após o dia 15 de agosto.

Uma boa notícia considerada pelos pesquisadores é que a reprodução calculada é de 1,06 para a contaminação de outras pessoas. O valor estaria próximo do considerado de estabilidade, apontado em 1,0. “De acordo com a escala denominada de Covidímetro, proposta por professores da UFRJ, este valor indica um risco moderado de propagação da doença”, dizem os professores.

No boletim deste domingo (23), atualizado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Campo Grande havia registrado 18.577 confirmações da doença, tendo 1.684 casos suspeitos. A nova atualização deve acontecer no final da tarde desta segunda-feira (24).

FONTE: Vinícius Costa MIDIAMAX