O primeiro dia no hospital, a ficha começava a cair

Peço desculpas pela linguagem de internet e possíveis erros de português, mas os textos são fiéis aos postados, muitos deles com o braço que escrevia no soro.

Sábado 1 de Agosto, primeiro dia que amanheço no hospital, isolado. Não foi a melhor noite da minha vida, o acesso tem saído várias vezes, então são outras furadas para ministrar os remédios. Tem duas furadas de tempos em tempos para anticoagulante e mais a furada no dedo para controle de glicemia. Tive muita febre a noite, e quando enfim peguei no sono, remédio e furada pq o acesso saiu. Hj faz exatamente 1 semana que vim para cá e tomei a medicação já do Corona e voltei para casa. To pensando ainda em como falar dessa medicação que incluía uma “lenda” que se mostrou ineficaz uma semana depois. O que me salvou até aqui foi o oxímetro, minha oxigenação chegou a incríveis 50, eu corri quando estava 90, o limite. Percebem o quanto caiu? E o quanto cheguei no limite? Fiz outra tomografia e outra gasometria (exame de sangue da artéria), os médicos te avisam “vamos ter que fazer e dói muito”, mas é a única maneira. Estou respirando com a ajuda do oxigênio, dá uma preguiça, parece que alguém respira para mim. Muita gente pediu para eu contar o dia a dia, então vou driblando a solidão física assim. Minha fé em Deus e confiança na equipe tem sido uma baita arma. Ainda hoje escrevo mais, medicamentos né? Deixa comigo. Apenas por respeito a mim não politizem o post. A política é o maior aliado desse vírus, não contribua.